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Amores Gris

Amanhecem os dias, o trabalho permanece, a rotina demanda, o coração bate, ainda estou aqui. Parte de mim não levanta da cama e nem sabe o que fazer, uma estafa avassaladora me acerta, depois um estalo de que se 'tem que fazer, tem que fazer'.  O encontro com a morte é, definitivamente, um desses momentos que mudam a química do nosso cérebro. Nunca mais vou esquecer do presságio e depois da chegada e, principalmente, da partida. Tolo é quem acha que se encontra com a morte quando é a sua vez, porque nessa hora, não se pressupõe interação e troca — que é do que se fundamenta um encontro; na sua vez, é uma passagem.  Na confluência com a morte, chorei incessantemente, de peito aberto, totalmente vulnerável. Essa minha mais nova conhecida foi gentil comigo, apesar dos meus prantos e dos soluços e da tristeza imensa. Não foi tão rápida que eu não pudesse assimilar, nem se arrastou a ponto de o sofrimento se entranhar. Preparou o meu coração com cautela e fez o que tinha que ser fe...

Fugitiva

Uma coisa que eu desprezo, é ser tirada de maluca. Fico com raiva, porque em geral eu sou muito sóbria sobre as coisas que acredito e defendo, sobre os meus anseios, sobre as batalhas que travo sem terror nenhum. Se for preciso, eu caminho sob as águas e a gente disputa em mar aberto, pode até trazer seu jesus junto pra te ajudar. Foda-se.  Fato é que me acontece muito de ser constantemente colocada em determinadas jaulas, porque quando não maluca, então reativa, grosseira, treteira, mandona, difícil de lidar, radical, militante, combativa, feminista, desbocada, agressiva, doida, inacessível, subversiva, ousada, esquisita. Poderia ficar aqui por horas.  Fico presa no meio entre ser mulher e ser anti mulher. Por um lado, performo algum tipo de feminilidade: raspo o sovaco, pinto o cabelo, uso maquiagem, sou doente com a magreza, pinto as unhas, sou mãe, pratico o cuidado e exerço o trabalho invisível e não remunerado destinado às mulheres. Por outro, sou totalmente anti mulher:...

Volume zero

Fazia tempo que eu não morria por dentro, porque fui remendando minuciosamente o exoesqueleto e sumindo no precipício que é ser funda para dentro . Capturar a mudança inevitável da existência é brutal, já não sou mais a mesma, mas às vezes sinto falta do que habita o nunca mais — de quem me despedi e das várias de mim que foram estraçalhadas pelas fissuras no córtex pré-frontal. É preciso falar muito alto de dentro para fora, de forma que a minha voz consiga sair pela boca. No mais, eu sou uma mulher silenciosa, porque é verdade e, também, porque fui me recolhendo ao longo dos anos. É muito difícil ter um coração gigante e amar sendo uma mulher endurecida pela vida; gato escaldado tem medo de água fria. Fico um pouco chateada — porque é muito solitário ser quem a gente é pela nossa própria perspectiva — mas reservei tempo indeterminado para me sentir da forma que for, mesmo que venham ondas de tristeza avassaladoras e eu demore a encontrar as correntes de retorno. Sammytime Sadness, ...

FIAT LUX

Fiquei triste porque você partiu. Chorei muito no decorrer do processo, porque existia no meu coração o assombro do encerramento dessa narrativa. Lembro de você o tempo inteirinho, porque fomos construindo a nossa relação tijolo após tijolo, e agora sou só eu no meu castelo de Condessa. Escuto Djavan e penso em todas as idas a São João Nepomuceno, com uma horinha de som rolando, porta-discos e os caralhos. Contava os bois que via pela estrada ao som de Luz ; depois que minha irmã passou para o banco da frente, às vezes eu ia deitada, fitando o céu. Lembro dos sorvetes na Sobel e dos domingos na Cantina do Amigão. Também das vezes que a gente te enlouqueceu na adolescência. Teve também o seu hiperfoco em DVDs, e, de repente, a sala era lotada de prateleiras com mil e um filmes. Escrevi o passo a passo para você mesmo gravar no computador e ainda desenvolvemos uma tabela onde você conseguia localizar qualquer filme em sua exata prateleira. Tive a honra de dividir um chão de fábrica com v...

Triângulo da tristeza

Iniciaria essa sentença dizendo que o amor na contemporaneidade é complexo, mas depois de pensar dois segundos sobre isso, percebi que, na verdade, é o tecido social que está rompido, é o ser humano que está quebrado. Ser pessoa na contemporaneidade é complexo. Talvez porque se vive cada vez menos em comunidade, mesmo que ainda existam espaços subversivos — exceção não faz regra. Fato é que me abateu o pensamento de que ser pessoa no contexto neoliberal é contra-hegemônico e, portanto, o amor é penoso. Fiquei chateada, porque encarei com certa distância a ingenuidade da juventude, com os olhos meio cerrados e o triângulo da tristeza tomando de assalto a expressão da face. Como é que se ama “porque sim” depois do enrijecimento da alma? Não existe resiliência na alma; o que existe é a petrificação das variáveis do desejo, esconderijos secretos criados pelos neurotransmissores que mudam a química do nosso cérebro. Amar era mais simples por puro saudosismo — porque, quanto mais se toma con...

Cavar pra cima

Ficou a ressaca dos tempos de guerra. O fim dos ciclos é sempre um fim dos tempos. Na minha trilha sonora do Apocalipse, saxofones sopram (não tão) gentilmente ao fundo. Das minhas múltiplas formas de tentar ser pessoa, queria dizer que me orgulho muito de ser uma mulher combativa, um divisor de águas. Ao mesmo tempo, minha filha me diz que eventualmente eu tenho esse "olhar perfurador de almas" — que, em sua maioria, é minha cara de paisagem. Me chama a atenção, porque me diz que a minha feição está endurecida. Desaguei demais. Meu grande desejo da vez é desanuviar. Jogar pro universo, desapegar do ressentimento, cavar pra cima. Sobreviver ao choque e construir vida depois. E eu sou mulher de segurar a rédea da própria vida nas mãos, rente ao peito, como quem diz que eu posso até estar cansada do combate, mas que "quem tá morta é a Hebe".

Kintsugi

Eu quero fazer o meu rolê e o mundo é complexo . Sei lá. Nesse último semestre a vida tem sido uma loucura, uma vibe meio a esperança dança na corda bamba de sombrinha . Fato que fiquei rançosa com a vida e as pessoas e as relações permeadas até o talo pela imundície do neoliberalismo. Me feriu profundamente encerrar vínculos de longo prazo, lacrar as portas, sumir do mundo ou o mundo sumir de mim. Claro que o meu temperamento colérico de mulher agressiva anseia por uma confusão, uma grande troca de berros olho no olho, pau quebrando, guerra, paulada na nuca. Só que, ao mesmo tempo, eu estou economizando a minha saúde mental, sabe? De saco cheio pra caralho. Eu sou uma operária. A minha alma é apaixonada pela subjetivação que advém do trabalho: o fazer juntos, aprender e ensinar, compartilhar nuances do cotidiano, a sensação de jogar a toalha no fim do expediente e saber que foi a finesse do setor de serviço. Quando o labor é atravessado por outros eixos da existência e desvia um pouco...

Outros mundos

A realização da passagem do tempo foi brutal, esse ano fui o pão que o diabo amassa e o diabo amassando o pão. Revisitei muitas vezes o passado, consegui admitir o meu ressentimento e identificar as faces com as quais ele se apresenta. O campeão na corrida para a minha maior ferida é, sem dúvidas, como o masculino funciona no mundo, essa instituição escancarada da dominação. Acho tenebroso, fico ruminando a falta de sentido que é submeter o outro ao perverso - para mim, o perverso é retirar do outro o direito de ser pessoa. Caralho, sabe? Trinta anos e eu ainda não me sinto gente , inadmissível.  A ruminação é o maior sintoma do ressentimento; talvez me falte coragem 'pra viver fazendo as pazes, ou quase' . Essa última revolução solar foi uma coça, andei em carne viva o ano inteiro, meti o meu louco, sofri muito todos os últimos combates. Tive que reaprender a chorar as dores, senão eu seria por mais tempo aquela que está sempre por um fio e, honestamente, nem posso dizer que e...

Entranha

 Uma das minhas expressões mais populares é a de "apertar uma tora e fumar até babar". Aprecio muito o baseado no fim do dia, quando encerro todos os meus expedientes (trabalho, vida, maternidade, amor) e existo no meu momento que não cabe mais ninguém. Uma bola para cada uma de mim. Um cigarrinho também.  Estou na beirola dos trinta sem paranoia com o envelhecer somático. Em contrapartida, o que me assola se localiza nas vísceras. Desejo dominar a arte de desentranhar as coisas de dentro de mim.

Correspondência

Escrevo essa carta para você, que nunca me escreveu nenhuma. Fico mais recalcada que chateada, mas ligo menos do que acho que ligo. E nem digo que te amo, porque nem tenho certeza. E nem quero que seja meu, porque não sou de ninguém. Tomara que você consiga reivindicar o seu eu esquecido em outras juras de amor; e vendo por essa perspectiva, quem quer juras de amor? Jurar qualquer coisa custa caro demais, imagina jurar amor. Te amo porque sim ou não te amo, não dá pra ficar jurando por aí um dom imerecido. Não se jura de morte, nem de vida, nem de amor. E olha que jurei muito amor e me custou caro demais.  Tem essa música do The Smiths que me captura muito, de formas que se transformam ao longo do tempo. Vivi uma grande fossa com "I know it's over", fiquei na baixa das emoções, provei o gosto amargo de deus quando ele não deu asas a cobra, também quando arrancou o veneno. Hoje escuto como quem sabe que o fim das juras de amor também é o grande luto do romantismo cristão,...

Knowing no more

Tenho revisitado muito a infância e a adolescência. São muitas as raivas e mágoas e reviravoltas. Um amontoado de coisas antigas e novas. O último dos vinte está sendo regido por um retorno de saturno do qual eu fui alertada sobre, o juízo final de um emaranhado de mim, um soco na nuca.  Em 2024 eu desatei vários nós e o que me custou foi um pedaço do meu coração e a minha juventude, ultrapassei os limites de andar em carne viva. Por outro lado ainda bem, é terrivelmente desgastante viver upon the edge of no scape. 

Eu odeio gente chique

Me encontro nesse momento com o coração partido. de luto, ferida por essa vida de mula, chateada demais com a burguesia safada. Depois que você começa a ler o mundo o oculto para de existir, determinadas nuances se escancaram e ninguém quer romper com os próprios privilégios - herdados de uma exploração multifacetada. Honestamente, que tristeza.  Nos últimos dois meses a vida me mastigou e me cuspiu de volta. Complicado ser uma mulher ousada no meio de porcos capitalistas, mas que se foda. Invisto toda a energia possível em não ser um saco de lixo, a despeito dos meus privilégios de pessoa branca com acesso a direitos básicos como a educação superior ou algum lazer. O que me atravessa o peito é ver essa gente espiando culpa burguesa através de qualquer face da exploração e se ofendendo quando alguém aponta e diz que é o que é.  Eu escrevo as minhas linhas - tortas ou não, certo ou errado -, e determinadas histórias eu tenho me decidido a parar de contar. É o fim de uma era, e...

Recado

Já me ocorreu, antes, de morrer por dentro de forma súbita. Vivi muitos processos de lutos internos, que se arrastaram por tempos infinitos, até ser capaz de ressuscitar. Há oito anos, eu chorei o ano inteiro; hoje eu queria querer chorar. Fui alertada por uma amiga querida (que já o fez antes sobre tantas questões) que tenho problemas com o processamento da dor. Sou teimosa, mas meus pensamentos pensam pensamentos obsessivamente, lógico que considerei o aviso.  Acho que tenho medo de voltar a chorar mundos inteiros, completamente apavorada com o falecimento de alguma camada da alma através da tristeza. Em 07 de junho de 2022, publiquei na minha newsletter sobre os traços traiçoeiros da minha personalidade; revisito sempre os meus escritos do passado, resquícios dos questionamentos que me trouxeram até aqui. No parágrafo que me trouxe até aqui, eu digo que "As minhas artérias carótidas trabalham fisiológico e subjetivamente sem descanso; tem quarenta mil corpos neuronais no meu co...

Enquadro

 Fora o esculacho que é saber que não somente a culpa é invenção cristã, também é o perdão; entendi que dentro desse imaginário tem coisas que não tem nem perdão e nem culpa. Achei que não estava deprimida, mas quem que não está e quer dormir por três meses? De um cansaço ancestral. No calabouço das emoções, eu queria querer chorar. Incomoda, porque também sou outras coisas além da tristeza, mas me parece que nesse momento fiquei monotemática - comigo mesma, uma discussão constante das outras de mim. Veja bem, o meu dilema é puro ego, uma vaidade, uma ferida tão antiga que perdi o time . Revisitar a infância é tenebroso, são histórias que a gente reconta pra si mesmo, as ideias mudam, muda também a perspectiva sobre os acontecimentos. Todos os meus pontos de vista se sentem feridos. Não consigo me livrar dessa sujeira, nem com um milhão de banhos. Ninguém tem culpa, mas ninguém tem perdão também não. Tem me consumido compreender que parte do problema sou eu, obsessiva, atando a mim...

Atino

 Eu podia jurar que não me sentiria tão espancada pelo meu retorno de saturno. Tomei como garantia uma vida inteira apanhando e supus um acerto de contas diferente. 'Habito as fronteiras da travessia do espelho, point of no return' e, me parece, esse atino é comigo mesma. Falei tanto sobre morrer por dentro e nascer de novo que dos anos passados pra cá eu me encontro presa no meio, 'em febre constante'.  É extremamente solitário existir na contemporaneidade. E digo isso como quem ama existir. Sinto que não consigo admitir que tá lotado de escrotidão mundo adentro, porque me fere profundamente existir nesse cenário e meu coração urge por uma revolução, um estalo, qualquer faísca de mudança horizontal. É altamente frustrante.  Tenho tentado muito sobreviver a esse ano, muito mesmo; e escrever, qualquer coisa até sair alguma coisa. Totalmente em crise comigo mesma e com a minha vida, acumuladora obsessiva de mágoas a respeito do passado, cheia de feridas abertas. O que é q...

Papel celofane

 A minha crise mais atual é a da controvérsia humana; sei que somos 'sim e não', 'isso e aquilo', 'faço ou não faço' ao mesmo tempo, mas esse niilismo me deixa engasgada, como se o sentido não existisse também dentro de sua ausência.  Esse ano faço trinta e sinto que o mundo tem tentado me vencer pelo cansaço e, ah, quando cê fica cansado o pensamento crítico se assenta, o desejo pela transformação se acomoda, como se os sistemas dominantes fossem axiomas. 'Se for pra nós viver por isso, eu prefiro morrer pelo que eu acredito'.  Tenho sonhado pra cachorro, sobre o meu lindo mundo da imaginação, como se fosse preciso só um estalo para que pudéssemos enojar aquilo que fede e anda ao nosso redor, para que considerássemos cenas cotidianas de um horror mais terrível que invocações do mal.  O que não faz sentido pra mim é não bancar quem se é, sabe? Como se só porque o arquétipo reluz igual ouro, fosse ouro e não lixo em papel celofane. 

Impermeável

Você me diz em um minuto e meio o quanto a minha frieza te surpreende, com um tom que se mistura, que transita entre o choque hipócrita e a sua crise narcísica. Fico triste, lógico, mas quer me matar de raiva é me forçar a ouvir gente sem moral, gente que não vale o chão que pisa.  Ouvi quinze segundos e meu dia quase acabou - mas não tive o privilégio de me recolher e sofrer o lugar que me foi designado. Entre tentar existir nos espaços que antes me trouxeram alegria (como o acesso a universidade e o escutar músicas a tarde sentada na frente do computador) até a lista interminável de coisas a fazer (oferecer um mini curso, me deslocar pela cidade, buscar a criança na escola, vestir o uniforme e ir trabalhar) ainda faltaram um minuto e quinze que eu nem quis, nem consegui e nem precisava ouvir.  Essa estrutura devastadora de ter que ser permanentemente mais maleável, mais desdobrável, mais mansa. Mais??? Estou por um fio do ressentimento crônico, intrinsecamente relacionado co...

Lagarto ao Sol

 Você me diz que perdemos o jogo, está tudo condenado, não há escapatória. Discordo, meu coração é seara da revolução, não se dá por vencido. Você diz que isso é uma vida de grande sofrimento, de uma insistência gorada. Para mim, a confusão que permeia esse intelecto ardiloso é não compreender que o mau do urubu é pensar que o boi tá morto.  Não se deixe enganar pela mulher desdobrável, não se desatente com o aguardo silencioso, o que é teu tá guardado. "Todo o tempo é ouro, a hora é sagrada", não sou capaz de perdoar a exploração que captura a existência, aliena o pensamento, aprisiona a horizontalidade de perseverar.  Quando o fim desses tempos chegarem e o tribunal final estiver posto, prometo que serei eu aquela que cortará a sua e a cabeça dos seus, de punhos firmes mantidos pela raiva dos banidos, dos loucos 'que caminham livres pelas terras verdes do conhecimento'.  Escrevo inflamada pela raiva, combustível de uma alma que teme, mas faz o que tem que ser feito...

"Fechada igual caixão"

 Acho que fui perdendo a vontade de escrever porque o tamanho das incertezas me deixava insegura de só começar. Sinto que a vida adulta foi me amargurando e que fiquei presa nas frestas das coisas que estão ocultas e as que se materializam através dos olhos. Quando fiz a disciplina Fundamentos da matemática elementar I, fiz sabendo que era sobre a filosofia ter me colocado em situações completamente não cartesianas porém racionalizáveis até demais. Tenho escrito menos, porque racionalizo as possibilidades em ruminações intermináveis, lacrada dentro de mim mesma. Nesse momento, tem sido difícil escrever com tinta branca - ou escrever solamente .

Marte em Leão

A escrita da contemporaneidade é dolorida, para mim, no que tende à tristeza. O neoliberalismo (nem tão sorrateiramente assim) se torna uma infiltração gigante na parede do quarto, daquele tipo que o mofo causa alergias respiratórias. Constantemente repito em voz alta que 'estou cansada demais' ou 'eu só trabalho' e, ainda, 'eu não tenho vida antes das duas da madrugada'. Não é totalmente verdade, porque existo em outros horários onde sou outras tantas versões de mim mesma; porém, é somente entre as três e as cinco que me sinto pertencente a narração da minha história particular - a que não envolve outros. Nesse cenário, não fico apenas ruminando as memórias, como também sonho de olhos abertos com o horizonte perfeito que habita a minha imaginação.  Mesmo assim, ainda há verdade nas minhas afirmações, sigo correndo para capturar o tempo e ser, na maior grandiosidade possível, aquilo que dá para ser. Tem quem me diga que dou importância demais ao que é humano - p...